é vou sorr(indo)..

(...) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=R9fUFOuo07A?hl=en&version=1&autoplay=1&theme=dark"><img src="http://www.gtaero.net/ytmusic/play.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>


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theme por queridasolidão; base por maxdavis e com alguns detalhes inspirados em es♥jk. não copie, pfv.


És perfeito em tuas imperfeições, e sabes que é isso que lhe torna individualmente um príncipe, eu leiga pessoa de forma singular recuso-me a não acreditar nesse personagem de contos de fadas retratado em ti, e não, para ser isso tu não precisas de cavalo branco, formas brandas ao falar, cabelos imitando o sol e os olhos trazendo a lembrança de um céu inimaginável, pela a chuva minha falha singularidade poderia lhe seguir perdurando o silêncio impregnado em sua pele, calculando a distancia da lógica para a realidade em suas teorias, analogias, utopias, acreditando em cada vez que repetisse ” és única no mundo pra mim” “te amo mais que tudo e muito mais” ou desconfiando daquela pergunta tão ingênua acompanhada de um sorriso de canto de boca, ” minha pequena porque quando você sorrir tudo ao sua volta fica iluminado?” É, eu costumava gostar bem mais de mim com você por perto, eu sei que fui formada de exageros e digo isso em todos os sentidos possíveis, mas tu era uma parte de equilíbrio em mim, pra mim, por mim, enfim, mas agora em nós fica a quase única opção de inteirar-se e manter o mesmo horizonte com a história de que a vida segue. Caminhar por estes caminhos tortos por mais tortos que eles pareçam ser e saber quem em algum dos cantos destes caminhos os nossos olhares se cruzaram novamente, mas jamais será a mesma coisa, com o tempo os olhos, o coração, os endereços mudam, as pessoa mudam, mas não pelo simples fato de querer mudar e sim pela necessidade de alma por mudar, a necessidade de apertar F5 e atualizar tudo novo, de novo.
N.Mello

És perfeito em tuas imperfeições, e sabes que é isso que lhe torna individualmente um príncipe, eu leiga pessoa de forma singular recuso-me a não acreditar nesse personagem de contos de fadas retratado em ti, e não, para ser isso tu não precisas de cavalo branco, formas brandas ao falar, cabelos imitando o sol e os olhos trazendo a lembrança de um céu inimaginável, pela a chuva minha falha singularidade poderia lhe seguir perdurando o silêncio impregnado em sua pele, calculando a distancia da lógica para a realidade em suas teorias, analogias, utopias, acreditando em cada vez que repetisse ” és única no mundo pra mim” “te amo mais que tudo e muito mais” ou desconfiando daquela pergunta tão ingênua acompanhada de um sorriso de canto de boca, ” minha pequena porque quando você sorrir tudo ao sua volta fica iluminado?” É, eu costumava gostar bem mais de mim com você por perto, eu sei que fui formada de exageros e digo isso em todos os sentidos possíveis, mas tu era uma parte de equilíbrio em mim, pra mim, por mim, enfim, mas agora em nós fica a quase única opção de inteirar-se e manter o mesmo horizonte com a história de que a vida segue. Caminhar por estes caminhos tortos por mais tortos que eles pareçam ser e saber quem em algum dos cantos destes caminhos os nossos olhares se cruzaram novamente, mas jamais será a mesma coisa, com o tempo os olhos, o coração, os endereços mudam, as pessoa mudam, mas não pelo simples fato de querer mudar e sim pela necessidade de alma por mudar, a necessidade de apertar F5 e atualizar tudo novo, de novo.

N.Mello



“Aja duas vezes antes de pensar.” — Chico Buarque


Se perder em esquinas marcadas, se sentir só em meio a uma multidão, rir sozinha, ziguezaguear  por entre as palavras de um silêncio, e ás vezes  entender o  bonito de admitir ter a incerteza de todas as coisas se torna desvencilhamentos bem estranhos por agora, questionamentos sem respostas, metáforas fracas, engasgos de uma coração que vivenciou tanto, que imaginou ser  inconcebível ao mundo, ao próprio peito, a mim, um coração que por fim se pergunta o que seria de tudo aqui sem ele pulsando, trabalhando, mantendo essa maquina viva? É, Como seria? Você tentaria fazer tudo aquilo que toma seu coração de medo agora? Iria me ligar mesmo sabendo que eu nunca atenderia e então seu recado cairia em minha caixa de mensagens/postal mas mesmo assim eu nunca escutaria? Me mandaria mensagens mesmo sabendo que elas não mais seria respondidas? Quando a saudade batesse iria sair desesperadamente correndo atrás de mim mesmo sabendo que nunca mais me encontraria ali? Lamentaria por  saber que a mim não cumpriu nem o terço da metade de todas as promessas feitas? Que poderia ter feito tanto em tão pouco tempo, gestos, palavras, atitudes, enfim, não sei como seria, não sei como a te faria diferença, afetaria, por isso, que todos os dias fecho meus olhos elevo-os aos céus e faço alguns pedidos, e dentre estes, um que tenho apreço é: “Papai ame a quem eu tanto amo, cuide de quem eu não posso cuidar, abrace agora quem eu não posso abraçar ’’. E tenho certeza que este pedido é plenamente realizado todas as vezes que pedido,  então por mais que eu me veja perdida em meio a multidões, procurarei abrigos internos,  deixarei de ler tanto meus paradoxos, tentar interpretar minhas entrelinhas de uma forma mais solúvel quiçá, esquecer o incógnito, ilusório e utópico mundo cheio de pessoas vazias que hoje se faz existir, e acreditar mais naquilo que faz meu coração transbordar, meus pés se desprenderem dos cadeados enferrujados do chão, que me faz deixar apenas de existir e me faz viver mais, lutar mais, querer mais e ser mais aquilo que um dia não fui, ou que já fui. Assim seja.
N.Mello

Se perder em esquinas marcadas, se sentir só em meio a uma multidão, rir sozinha, ziguezaguear  por entre as palavras de um silêncio, e ás vezes  entender o  bonito de admitir ter a incerteza de todas as coisas se torna desvencilhamentos bem estranhos por agora, questionamentos sem respostas, metáforas fracas, engasgos de uma coração que vivenciou tanto, que imaginou ser  inconcebível ao mundo, ao próprio peito, a mim, um coração que por fim se pergunta o que seria de tudo aqui sem ele pulsando, trabalhando, mantendo essa maquina viva? É, Como seria? Você tentaria fazer tudo aquilo que toma seu coração de medo agora? Iria me ligar mesmo sabendo que eu nunca atenderia e então seu recado cairia em minha caixa de mensagens/postal mas mesmo assim eu nunca escutaria? Me mandaria mensagens mesmo sabendo que elas não mais seria respondidas? Quando a saudade batesse iria sair desesperadamente correndo atrás de mim mesmo sabendo que nunca mais me encontraria ali? Lamentaria por  saber que a mim não cumpriu nem o terço da metade de todas as promessas feitas? Que poderia ter feito tanto em tão pouco tempo, gestos, palavras, atitudes, enfim, não sei como seria, não sei como a te faria diferença, afetaria, por isso, que todos os dias fecho meus olhos elevo-os aos céus e faço alguns pedidos, e dentre estes, um que tenho apreço é: “Papai ame a quem eu tanto amo, cuide de quem eu não posso cuidar, abrace agora quem eu não posso abraçar ’’. E tenho certeza que este pedido é plenamente realizado todas as vezes que pedido,  então por mais que eu me veja perdida em meio a multidões, procurarei abrigos internos,  deixarei de ler tanto meus paradoxos, tentar interpretar minhas entrelinhas de uma forma mais solúvel quiçá, esquecer o incógnito, ilusório e utópico mundo cheio de pessoas vazias que hoje se faz existir, e acreditar mais naquilo que faz meu coração transbordar, meus pés se desprenderem dos cadeados enferrujados do chão, que me faz deixar apenas de existir e me faz viver mais, lutar mais, querer mais e ser mais aquilo que um dia não fui, ou que já fui. Assim seja.

N.Mello





Em cada canto ela via um lado bom,  via e ouvia o mundo sorrir e queria abraça-lo com aquele jeito apertado, mas o mundo é fugaz, nem sempre quer abraços, a verdade que tudo aquilo, todas aquelas coisas que nos são importantes são as mais difíceis de expressar, de ter, de fazer, é  bem verdade que ela era como  um  vaso de flores, cheio delas de todas as cores e cheiros, um vaso velho, cheio de remendos, um vaso marcado pelas experiências que passou durante aquele tempo guardando aquelas flores, sabendo que por mais que ele e a água se esforçassem infelizmente as flores murchariam, morreriam,  e sabiam que  precisavam mesmo era da terra, aquela que se faz fértil, que se produz, que se conserva, é como se cada flor significasse alguém que este vaso não queria deixar partir, não queria que murchasse o sentimento ou morresse sem lamentos, bem que ouvir falar que este vaso que essa moça se comparava ser sonhava em ser jardim, grande, lindo, onde coubesse todas suas flores sem amontoações, onde veria suas rosas serem botões, regá-las com paciência, perder suas pétalas, se recompor, onde poderia ter pássaros, chuva, vento, amor, e por fim a criatura que ela mais admira e venera, a borboleta, aquelas que se olham no espelho e sofrem por sua aparência, e quando entram no casulo pensam que ali sim é seu fim, e entram pensando em morrer, e depois de algum tempo ali sendo moldada, se renova, se refaz, se transforma, acredito que todos nós em algum momento em algum dia ainda seremos borboleta, se já não fomos, não somos, passar pelo casulo é necessário, necessário para se aprender a dar valor, a saber que tudo tem um propósito, um tempo que for, deve se passar por este mesmo não sendo o jardim que gostaria de ser, mesmo sendo aquele vaso antigo, remendado, velho, é aquele que foi falado lá atrás , se lembra? Pois é Zé,  deixe-se ser vaso, jardim, potinho de plástico, só não se deixe não ter lugar para guardas suas flores, e assim cuida-las, tê-las, ama-las. E lhe permita ser aquilo que ninguém conseguiu ser.
N.Mello

Em cada canto ela via um lado bom,  via e ouvia o mundo sorrir e queria abraça-lo com aquele jeito apertado, mas o mundo é fugaz, nem sempre quer abraços, a verdade que tudo aquilo, todas aquelas coisas que nos são importantes são as mais difíceis de expressar, de ter, de fazer, é  bem verdade que ela era como  um  vaso de flores, cheio delas de todas as cores e cheiros, um vaso velho, cheio de remendos, um vaso marcado pelas experiências que passou durante aquele tempo guardando aquelas flores, sabendo que por mais que ele e a água se esforçassem infelizmente as flores murchariam, morreriam,  e sabiam que  precisavam mesmo era da terra, aquela que se faz fértil, que se produz, que se conserva, é como se cada flor significasse alguém que este vaso não queria deixar partir, não queria que murchasse o sentimento ou morresse sem lamentos, bem que ouvir falar que este vaso que essa moça se comparava ser sonhava em ser jardim, grande, lindo, onde coubesse todas suas flores sem amontoações, onde veria suas rosas serem botões, regá-las com paciência, perder suas pétalas, se recompor, onde poderia ter pássaros, chuva, vento, amor, e por fim a criatura que ela mais admira e venera, a borboleta, aquelas que se olham no espelho e sofrem por sua aparência, e quando entram no casulo pensam que ali sim é seu fim, e entram pensando em morrer, e depois de algum tempo ali sendo moldada, se renova, se refaz, se transforma, acredito que todos nós em algum momento em algum dia ainda seremos borboleta, se já não fomos, não somos, passar pelo casulo é necessário, necessário para se aprender a dar valor, a saber que tudo tem um propósito, um tempo que for, deve se passar por este mesmo não sendo o jardim que gostaria de ser, mesmo sendo aquele vaso antigo, remendado, velho, é aquele que foi falado lá atrás , se lembra? Pois é Zé,  deixe-se ser vaso, jardim, potinho de plástico, só não se deixe não ter lugar para guardas suas flores, e assim cuida-las, tê-las, ama-las. E lhe permita ser aquilo que ninguém conseguiu ser.

N.Mello



E se isso for contagioso? Isso de não saber se estar certo, de não saber o tamanho da intensidade, a formula dos sorrisos, os tamanhos das marcas,  amigos tem um pouco disso, eles deixam marcas irremeáveis em nós, em cada chegada, e infelizmente a cada partida, é como se fosse uma escola da qual, ficamos por um tempo, aprendemos, ensinamos, suportamos, compartilhamos, e ao bater da sineta saímos correndo sem caminhos, mas em outras vezes ficamos ali inóspitos esperando o outro guarda os materiais minunciosamente sem pressa, mas esperamos porque gostamos, porque queremos bem,  porque bem lá no fundo sabemos que esta foi a mesma pessoa que te ligou milhares de vezes porque você sumiu por alguns dias, que te ouviu serenamente, as vezes sem saber o que responder, o que aconselhar, mas ouviu, aquela que te olhou e com apenas este único olhar as duas entenderam o que era para ser feito, que suportou seus dramas, seus ápices de felicidade desconhecida, seus mistérios, devaneios , seus medos, seus sorrisos e consequentemente suas lágrimas, aquela pessoa que você sabe que se ligasse as três da madrugada, mesmo cochilando no telefone não desligaria até que você enfim terminasse de desabafar, essa pessoas sim, é como fosse um parte do seu tesouro, bem precioso, sobrenome relíquia, que tu estima, ama, protege, mas não demonstra extremamente, claramente,  só guarda, como se nada pudesse lhe tirar, esconde, esconde porque quer ter sempre ali quando precisar e quando não precisar, alguns mimam, outros xingam, entretanto eu só penso em guarda, porque como já disse antes, é relíquia, é valioso, e por isso os guardo em meu relicário, porque dentro do meu relicário este irão durar em amor mesmo depois de tanto tempo, irão durar guardados dentro de mim, enfim, em mim.
N.Mello

E se isso for contagioso? Isso de não saber se estar certo, de não saber o tamanho da intensidade, a formula dos sorrisos, os tamanhos das marcas,  amigos tem um pouco disso, eles deixam marcas irremeáveis em nós, em cada chegada, e infelizmente a cada partida, é como se fosse uma escola da qual, ficamos por um tempo, aprendemos, ensinamos, suportamos, compartilhamos, e ao bater da sineta saímos correndo sem caminhos, mas em outras vezes ficamos ali inóspitos esperando o outro guarda os materiais minunciosamente sem pressa, mas esperamos porque gostamos, porque queremos bem,  porque bem lá no fundo sabemos que esta foi a mesma pessoa que te ligou milhares de vezes porque você sumiu por alguns dias, que te ouviu serenamente, as vezes sem saber o que responder, o que aconselhar, mas ouviu, aquela que te olhou e com apenas este único olhar as duas entenderam o que era para ser feito, que suportou seus dramas, seus ápices de felicidade desconhecida, seus mistérios, devaneios , seus medos, seus sorrisos e consequentemente suas lágrimas, aquela pessoa que você sabe que se ligasse as três da madrugada, mesmo cochilando no telefone não desligaria até que você enfim terminasse de desabafar, essa pessoas sim, é como fosse um parte do seu tesouro, bem precioso, sobrenome relíquia, que tu estima, ama, protege, mas não demonstra extremamente, claramente,  só guarda, como se nada pudesse lhe tirar, esconde, esconde porque quer ter sempre ali quando precisar e quando não precisar, alguns mimam, outros xingam, entretanto eu só penso em guarda, porque como já disse antes, é relíquia, é valioso, e por isso os guardo em meu relicário, porque dentro do meu relicário este irão durar em amor mesmo depois de tanto tempo, irão durar guardados dentro de mim, enfim, em mim.

N.Mello



”Falar de boca cheia é feio, falar de cabeça vazia é pior ainda.”


Individualisme, a cada ponto mal feito de mim, individualisme! Mesmo minha pessoa parecendo descolada no tempo e no espaço, fora dos padrões estabelecidos, sem metas a serem alcanças, mesmo sabendo que sou mutável e todos estes adjetivos inconstantes que puder me nomear, mesmo em minha pequenez eu sendo heterodoxa, aquela que gosta de tempo frio, de dias chuvosos, livros, musicas, e todas essas minhas coisas que compõe uma subdivisão de mundos, não pense que é fácil ser assim, porque a cada fim de um dia concluo que as pessoas que menos demonstram precisar de amor são as que mais precisam, e no meu caso não seria diferente, por muitas vezes deixei minhas reminiscências escorrerem  pelos olhos,  e até hoje desconheço as causas dessas agonias internas, algumas línguas por ai dizem que com o tempo e com algumas dessas inconstâncias subjetivas, decepções e recomeços  acabamos por nos tornar frios, não discordo nem concordo, mas isso não é uma falácia, bem que os venenos e gostos agridoces da vida nos traz experiências que serão arquivadas, e por sua vez até mesmo não repetidas ou desejadas, por isso que no meu espelho eu coloquei um papel rasurado, modesto, mas com uma pequena e significativa frase: “ Se ame e Sorria..só-ria” . Coloquei lá não porque eu poderia me esquecer de tal proeza, mas para que toda vez que eu olhasse pudesse enxergar além das palavras, pudesse ver  que cada letra desenhava uma pessoa singular, em suas individualidades, porém singular, confesso que criei o habito de ter recortes de papeis com pequenas frases espalhados  pela casa, na geladeira por exemplo resolvi numa manhã fria colar o seguinte: “ Hoje pedi mais força para conseguir navegar nesse mar, é eu sei, não estar fácil para ninguém, mas também sei que não importa quantos remos eu tenha nas mãos, se minha grande vontade não for remar, de nada eles me serviram, tão pouco o vento poderá me guiar, mas tenho que continuar a navegar para não naufragar”. A questão é que até eu mesma desconheço –me, não sei explicar meus sorrisos de canto de boca mediante a teorias complexas, não sei de onde vem a timidez ao atender o telefone, a angustia que é ter que esperar pro algo que na maioria das vezes é simples, mas só o fato de esperar é desgastante,  e o modo de mexer no cabelo? Desajeitado, sem forma, os sorrisos desbotados e raros, nos olhos verdades ocultas e mistério que neles se esconderá durante milênios, e nas mãos os dedos cruzados pedintes de  um só desejo que lhe queima o peito, aquele tal desejo de  eu não me perca mais pelas estrelas e entrelinhas, que de onde eu menos esperar/pensar  consiga forças, e mesmo que os caminhos sejam vazios, distorcidos, embaçados eu crie um foco e siga-o , e por mais que apareçam teorias conspiratórias sendo despejadas sobre mim eu não perca fé.
 N.Mello

Individualisme, a cada ponto mal feito de mim, individualisme! Mesmo minha pessoa parecendo descolada no tempo e no espaço, fora dos padrões estabelecidos, sem metas a serem alcanças, mesmo sabendo que sou mutável e todos estes adjetivos inconstantes que puder me nomear, mesmo em minha pequenez eu sendo heterodoxa, aquela que gosta de tempo frio, de dias chuvosos, livros, musicas, e todas essas minhas coisas que compõe uma subdivisão de mundos, não pense que é fácil ser assim, porque a cada fim de um dia concluo que as pessoas que menos demonstram precisar de amor são as que mais precisam, e no meu caso não seria diferente, por muitas vezes deixei minhas reminiscências escorrerem  pelos olhos,  e até hoje desconheço as causas dessas agonias internas, algumas línguas por ai dizem que com o tempo e com algumas dessas inconstâncias subjetivas, decepções e recomeços  acabamos por nos tornar frios, não discordo nem concordo, mas isso não é uma falácia, bem que os venenos e gostos agridoces da vida nos traz experiências que serão arquivadas, e por sua vez até mesmo não repetidas ou desejadas, por isso que no meu espelho eu coloquei um papel rasurado, modesto, mas com uma pequena e significativa frase: “ Se ame e Sorria..só-ria” . Coloquei lá não porque eu poderia me esquecer de tal proeza, mas para que toda vez que eu olhasse pudesse enxergar além das palavras, pudesse ver  que cada letra desenhava uma pessoa singular, em suas individualidades, porém singular, confesso que criei o habito de ter recortes de papeis com pequenas frases espalhados  pela casa, na geladeira por exemplo resolvi numa manhã fria colar o seguinte: “ Hoje pedi mais força para conseguir navegar nesse mar, é eu sei, não estar fácil para ninguém, mas também sei que não importa quantos remos eu tenha nas mãos, se minha grande vontade não for remar, de nada eles me serviram, tão pouco o vento poderá me guiar, mas tenho que continuar a navegar para não naufragar”. A questão é que até eu mesma desconheço –me, não sei explicar meus sorrisos de canto de boca mediante a teorias complexas, não sei de onde vem a timidez ao atender o telefone, a angustia que é ter que esperar pro algo que na maioria das vezes é simples, mas só o fato de esperar é desgastante,  e o modo de mexer no cabelo? Desajeitado, sem forma, os sorrisos desbotados e raros, nos olhos verdades ocultas e mistério que neles se esconderá durante milênios, e nas mãos os dedos cruzados pedintes de  um só desejo que lhe queima o peito, aquele tal desejo de  eu não me perca mais pelas estrelas e entrelinhas, que de onde eu menos esperar/pensar  consiga forças, e mesmo que os caminhos sejam vazios, distorcidos, embaçados eu crie um foco e siga-o , e por mais que apareçam teorias conspiratórias sendo despejadas sobre mim eu não perca fé.

 N.Mello